Mídia social e comunicação móvel ajudam estudante preso no Egito

Abril 26, 2008 por lunaeparracho

James Buck preso no Egito, posta no Twitter

James Karl Buck deu um passo na direção de sua libertação de uma prisão no Egito através de um post de blog de apenas 1 palavra publicado a partir do seu celular. Buck, estudante norte-americano de jornalismo, estava realizando uma cobertura fotográfica de um protesto anti-governo em Mahalla, no Egito, quando ele e seu tradutor, Mohammed Maree, foram presos no dia 10 Abril. À caminho da delegacia, Buck utilizou o celular para enviar uma mensagem aos seus amigos usando o sistema de micro-blog Twitter.

A mensagem tinha apenas uma palavra: “arrested” (”preso”). O texto ainda esta gravado na página pessoal de Buck no Twitter.

Em segundos, seus colegas nos EUA e seus amigos blogueiros no Egito foram alertados de que ele havia sido pego pela polícia e iniciaram uma movimentação para conseguir sua liberdade, incluindo a contratação de um advogado e a divulgação da notícia na web.

24 Horas depois, o estudante foi liberto e postou: “free”. Seu companheiro, entretanto, continua detido e Buck agora usa o twitter e outras mídias socias para auxiliar na liberação de Mohammed Maree. Veja petição online no site da Care: Free Mohammed Maree.

Inicialmente, a mensagem no Twitter era uma precaução — algo que as pessoas pudessem rastrear no caso de qualquer coisa dar errado, disse Buck. “A coisa mais importante em minha mente era fazer com que alguém soubesse onde estávamos, de maneira que houvesse algum registro disso… então não poderíamos disaparecer”, diz, “Se alguém soubesse onde estávamos, sentia como se eles não pudessem fazer o pior [à nos], porque alguém, em algum lugar, estaria de olho neles.”

Ainda que a mensagem no Twitter o tenha ajudado a encontrar contatos para sair da prisão, Buck diz que foi mais a sua rede de contatos em si que o permitiu sair da prisão tão rápido, já que o seu colega Egípcio ainda esta preso.

Biz Stone, co-fundador do Twitter, disse que ele e seus colegas de empresa sabiam desde o início que o serviço tinha uma vasta possibilidade de alcances e efeitos, mas que a medida que o serviço se tornou mais poupular, eles começaram a ouvir histórias de pessoas usando o twitter com foco no ativismo e jornalismo.

A mensagem urgente de Buck prova o valor do Twitter, diz Stone. O post de Buck desencadeou uma série de eventos que levou a um colega seu contratar um advogado em seu nome. Esse caso “é particularmente marcante para nós por causa da simplicidade de sua mensagem — uma palavra, ‘preso’ — e a velocidade com que toda a cena se desenrolou”, diz Stone, “Ele destaca a simplicidade e o valor de uma rede de comunicação em tempo real que o segue aonde você vai.”

No Brasil, o serviço de postagem no Twitter pelo celular está disponível. Informações no site BrTwitter.

Fotógrafo durante protesto no Egito, por James Buck:

James Buck

Mais fotos de James Buck dos protestos no Egito: www.flickr.com/photos/jameskarlbuck/
Página de James Buck no Twitter: http://twitter.com/jamesbuck

Fontes: Student ‘Twitters’ his way out of Egyptian jail (CNN)
‘Twitter me tirou da cadeia’, diz estudante americano preso no Egito (G1)

New York Times anuncia fim do conteúdo pago na internet

Setembro 20, 2007 por lunaeparracho

O jornal New York Times anunciou essa semana o fim do TimesSelect, seu serviço pago na web e a abertura de seu conteúdo para acesso livre, incluindo videos, blogs, podcasts, artigos de 23 colunistas e seus arquivos desde 1987. Textos datados de 1851 à 1922 também terão acesso livre.

O TimesSelect foi lançado há exatamente dois anos, em Setembro de 2005 e contabilizava, segundo o próprio NYT, mais de 787 mil inscritos, dos quais cerca de 470 mil acessavam o serviço como benefício sem custo adicional da assinatura do jornal impresso, 227 mil pagavam $7.95 dólares mensais ou $49.95 por ano pelo acesso online e mais de 89 mil recebiam o serviço gratuitamente através de parcerias com universidades.

O jornal espera superar o lucro das incscrições no TimesSelect (cerca de $10 milhões anuais) através de um modelo baseado em publicidade e anunciou a American Express como primeiro patrocinador das novas “áreas abertas”.

Muitos acreditam que outros grandes jornais devem seguir o mesmo caminho na web.

Em press release no último dia 17, o NYT esclareceu a natureza de sua decisão: “Desde que o TimesSelect foi lançado em 2005, mudanças no jeito que as pessoas encontram notícias e opiniões na web alteraram o ambiente online. Por conta do crescente uso das buscas como meio para navegar na web, o NYTimes.com espera ver um aumento substancial no número de visitantes únicos chegando ao site assim que o muro do pagamento cair.”

Search Engine Optimization

Marshall Simmonds, chief search strategist, responsável pela maximização do tráfego e exposição em mecanismos de buscas do NYTimes.com, estava apenas iniciando os esforços de SEO quando o TimesSelect foi lançado, em entrevista ao blog SEOmoz afirmou que “Essa é uma das maiores e mais positivas mudanças que o NYT online fez até hoje”, completa, “Ela demonstra dedicação aos usuários e uma posição que sem dúvida irá levar outros meios a repensar suas estratégias. Abrir milhões de pontos de entrada para um dos mais ricos arquivos do mundo apenas terá um efeito positivo para todos envolvidos. Está procurando por informações sobre a batalha de Camargo em 1851? Ou a coluna mais recente de Thomas Friedman? Isso agora esta aberto ao mundo”

Simmonds diz também que os dois anos inteiros de dados coletados já permitem prever de maneira razoável o retorno nas estratégias de otimização do site, mas que ainda é difícil calcular o valor a longo prazo do retorno devido a abertura do conteúdo em termos de link building – a conversação que se contrói em torno de um conteúdo que é referido a partir de outros sites e blogs na rede. Incoming links tornam o site mais relevante aos mecanismos de busca, que consideram cada link como uma espécie de “voto editorial” à uma página.

A mídia das mídias e o marketing de busca

Setembro 9, 2007 por lunaeparracho

Se não está no Google não existe- é uma afirmação que pouca gente questiona hoje. Crhis Anderson, que teorizou sobre a Long Tail do mercado de nichos, chamou isso de “The NetGeneration Rule” que traz à tona a estratégia de marketing número 1 para a nova mídia: “Esteja no Google”.

Nos últimos anos, pesquisas se acumulam sobre o comportamento do usuário na internet e sabe-se que além de usar o e-mail, a principal atividade é a pesquisa nos mecanismos de busca, sistemas que surgiram com a expansão da web para tentar organizar o crescente volume de informação online e facilitar a vida dos navegantes.

Primeiro com o Page Rank e em seguida com o aprimoramento constante de seus algoritmos e um marketig poderoso, o Google é de longe o mecanismo mais utilizado para esse fim.

Dos jornalistas que utilizam o google no exercício da profissão às crianças que tem no google uma fonte para realizar trabalhos escolares – todos estão buscando e a dificuldade de ter acesso à informação já não é mais problema para quem está conectado.

O outro lado da moeda, ainda segundo Chris Anderson, é que grande parte do conhecimento da humanidade ainda está “trancado apenas nos livros” e não está acessível através da rede. O próprio livro de Anderson, A Cauda Longa, não está disponível por conta de interesses comerciais da editora apesar do próprio autor advogar a disponibilização livre de conteúdo.

No contexto…

Apesar dos efeitos e resultados de uma campanha de divulgação ostensiva das marcas, publicitários sempre tentaram direcionar anúncios para o público alvo mais qualificado como potenciais clientes. Encontrar essas pessoas no momento ideal através de veículos de massa, no entanto, é uma tarefa ingrata e na maioria das vezes destinada a orçamentos gigantes.

Quantas vezes você mudou de canal na hora dos comerciais ou folheou mais uma página sem mal tocar os olhos no anúncio?

Com a crescente migração de verbas publicitárias para a web, DVRs e vídeos sob damanda e o fortalecimento em si dos mercados de nicho (e dos nichos dentro desses nichos), não é de hoje que vem diminuindo a confiança dos anunciantes na efetividade dos comerciais de 30 segundos na tv e outras formas de anúncio na mídia tradicional, o que trouxe novos desafios para o marketing.

Imagine poder anunciar seu produto ou serviço para um potencial cliente no exato momento em que ele estiver precisando e buscando o que você tem a oferecer.

Tendo acesso à estatísticas sobre onde(?), quando(?) e o quê(?) os internautas estão buscando, o Google e outros mecanismos de busca como o Yahoo, oferecem a opção do anúncio contextual em seus sistemas ou rede de afiliados. O anúncio é impresso no resultado de uma busca feita por palavras-chave que correspondam ao texto publicitário e a cobrança é feita por volume de impressões ou por cliques.

Google Trends nas buscas
Os veículos da mídia tradicional também aumentam sua presença na internet, seguindo o curso do mercado, e uma busca rápida no Gooogle Trends (serviço que mostra e compara o volume de pesquisas no Google entre palavras-chave em áreas geográficas específicas) ilustra a idéia de que os mecanismos de busca são o mais próximo do que se pode imaginar ser a mídia das mídias. Nos gráficos, percebemos que o pico de buscas pelo termo “grazi” por exemplo coincide com o período em que a ex-BBB Grazi Massafera participava no reality show brasileiro e as buscas por “tam” aumentaram exponencialmente na época do trágico acidente em congonhas.

Google Trends nas buscas

No mundo virtual, com milhões de páginas indexadas pelos buscadores e milhares de novas surgindo a cada minuto, não basta apenas produzir conteúdo relevante, é preciso também alcançar a audiência interessada. E essa audiência em geral considera que os primeiros resultados retornados por uma busca no google são as fontes de informação mais confiáveis ou as empresas líderes em sua área de atuação.

Além dos anúncios pagos, um web site pode ser otimizado por profissionais e empresas especializadas para se tornar mais visível nos mecanismos de busca de maneira orgânica, através de Search Engine Optimization (SEO), o outro lado do marketing de busca.

Estudos da SEMPO (Search Engine Marketing Professionals Organization) apontam que são 8 bilhões o total de buscas realizadas por mês e a estimativa de investimentos em Marketing de Busca somente no mercado norte-americano no ano de 2010 é de mais de 11 bilhões de dólares.

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[atualização 19/04/2008]

Abaixo, o gráfico trend history nas buscas do Google para a palavra-chave “nardoni”.
Notas no Blue Bus sobre a cobertura da mídia à tragédia: ‘Brasileiro está na expectativa do próximo capítulo’ do caso Isabella“.